Um dos mais tradicionais e prestigiados eventos do calendário do Judô brasileiro, a Copa Rio chegou à sua 19ª edição no último fim de semana, no Anfiteatro do Riocentro. E quem levou a melhor foi o Judô Comunitário Instituto Reação, que se sagrou campeão com 19 ouros, 14 pratas e 30 bronzes, terminando o quadro geral de medalhas à frente de Clube de Regatas do Flamengo (14-08-16), Umbra – Club de Regatas Vasco da Gama (11-11-19), Minas Tênis Clube – MG (10-08-19) e Associação Primaverense de Judô – MT (04-02-02).
A jornada de Judô no Riocentro contou com a participação de 1221 atletas de 146 agremiações e 20 unidades federativas de todas as regiões do país, somando um total de 1591 lutas. Classe por classe, o Instituto Reação venceu a Sênior (6-5-7), a Cadete (4-2-6) e a Sub-13 (4-2-7), enquanto o Flamengo ganhou a Júnior (4-3-4) e a Umbra – Vasco faturou a Sub-15 (4-2-6). Associação Primaverense de Judô – MT ficou com o título da classe Veteranos com 4 ouros, 1 prata e 1 bronze.
Grande destaque da vitoriosa campanha do Instituto Reação, Rafael Falcão venceu a categoria Meio-Leve (66kg) na classe Sênior. Aos 17 anos, Rafael Falcão vive uma ótima temporada internacional na classe Cadete, já tendo conquistado três medalhas – prata na Copa Europeia de Teplice e bronze na Copa Europeia de Faro e no Campeonato Pan-Americano. O jovem judoca comentou sobre a oportunidade de competir na classe Sênior e comparou a organização da Copa Rio ao que de melhor tem encontrado mundo afora:
“A Copa Rio foi uma competição muito boa, com uma organização do mesmo nível das competições europeias e pan-americanas. Por eu ser mais novo, poder participar desta Copa Rio foi uma grande oportunidade, pois enfrentei adversários muito bons, mais experientes, vindos de fora do Rio de Janeiro, e consegui colocar o meu Judô em prática”.
Trazendo uma medalha de prata da Copa Pan-Americana de Lima e com o próximo desafio internacional já agendado, a vencedora da categoria Meio-Pesado (78kg) na classe Sênior, Karol Gimenes, do Flamengo, também elogiou a estrutura da Copa Rio, desde a área de aquecimento à atuação dos árbitros:
“Estou muito feliz com o meu resultado. Competir nesta Copa Rio foi uma preparação muito boa para o Grand Slam do fim do mês, em Abu Dhabi. Gostei muito da estrutura desta edição da Copa Rio. A área de luta estava muito boa, arejada, e, na área de aquecimento, as televisões informavam as chaves assim que elas saíam. Isso tudo é muito importante para os atletas. Além disso, a arbitragem foi muito assertiva, bem compatível com a que encontramos nos eventos internacionais”.
Integrando a volumosa delegação mineira do Minas Tênis Clube, com mais de 60 integrantes presentes, André Humberto fez bonito ao ganhar a categoria Pesado (+100kg) na classe Sênior. O recém-medalhista de prata na Copa Pan-Americana de Lima aplaudiu o nível da Copa Rio dentro e fora dos tatames:
“Primeiramente, gostaria de parabenizar a Federação do Rio por esta Copa Rio. Foi uma competição de nível muito alto e com uma organização impecável, de nível internacional. Além de tudo, esta Copa Rio é um ótimo parâmetro para os próximos desafios. Tive a oportunidade de enfrentar adversários bem fortes que vão estar no Campeonato Brasileiro, que também será aqui no Rio de Janeiro, e fiquei muito feliz com o meu desempenho”.
Com o patrocínio da Light, por meio da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte do Governo do Rio de Janeiro, a Copa Rio Internacional de Judô 2026 é realizada pelo Instituto Opus Vitae em parceria com a Federação de Judô do Estado do Rio de Janeiro (FJERJ) e chancela da Confederação Brasileira de Judô (CBJ).
Incentivador do judô e da Copa Rio, o deputado estadual e ex-secretário de Estado de Esporte e Lazer do Rio de Janeiro, Rafael Picciani, comemorou o sucesso do evento e ressaltou a importância de manter o apoio a competições que também abrem espaço para novos talentos.
“A Copa Rio mostrou mais uma vez a força do judô brasileiro. Foram mais de 1.200 atletas, de diferentes estados, competindo em uma estrutura que oferece condições tanto para quem está começando quanto para quem já disputa torneios internacionais. É muito bom ver jovens talentos dividindo os tatames com atletas experientes e tendo a oportunidade de evoluir. Esse é o tipo de evento que merece continuidade e investimento, porque ajuda a formar novos campeões e mantém o Rio de Janeiro no calendário das grandes competições da modalidade”, afirmou Picciani.