O talento que levou o Brasil ao topo do bodyboard mundial voltou a encontrar espaço nas ondas do Rio de Janeiro. Na disputa da categoria 40+ feminino do Master Games Brasil 2026, Karla Costa, Daniela Freitas e Soraia Rocha se reencontraram em uma competição que reuniu experiência e histórias construídas ao longo de décadas no mar.

Clarissa Barros conquistou o primeiro lugar. Soraia Rocha ficou em segundo, Daniela Freitas terminou em terceiro e Karla Costa, em quarto. A disputa reuniu três campeãs mundiais que, mesmo seguindo caminhos distintos, mantiveram o vínculo com o esporte.

Organizado pelo Comitê Brasileiro do Esporte Master (CBEM), o evento acontece no Rio de Janeiro e em Niterói, com competições de diversas modalidades. No bodyboard feminino, a categoria para atletas a partir dos 40 anos foi palco de um reencontro entre brasileiras que ajudaram a projetar o país no cenário internacional.

Segunda colocada, Soraia Rocha nasceu em Laguna, Santa Catarina, e conquistou dois títulos mundiais consecutivos, em 2000 e 2001. Antes, em 1992, foi campeã brasileira amadora. Formada em Psicologia e Direito, hoje concilia a advocacia com as competições e encontra no mar uma forma de aliviar a tensão da rotina profissional e manter o contato com a natureza.

Daniela Freitas, terceira colocada, voltou a competir na cidade onde aprendeu a pegar ondas, aos 13 anos. A carioca se profissionalizou aos 16 e acumulou três títulos mundiais. Mais tarde, deixou o circuito internacional para realizar o sonho de ser mãe, mas manteve o esporte no centro da vida.

Moradora do Havaí há 25 anos, Daniela criou uma empresa de preparação física e bem-estar e também se tornou atleta profissional de fitness. A participação no Master Games marcou seu retorno às competições no Rio e a oportunidade de reencontrar antigas companheiras do bodyboard.

Na quarta posição, Karla Costa levou à disputa uma carreira que inclui dois títulos mundiais, quatro vice-campeonatos do mundo e quatro conquistas em Pipeline. Começou a surfar em 1989 e entrou nas competições no ano seguinte.

Há 26 anos no Havaí, Karla continua disputando campeonatos. Nesta temporada, conquistou o quinto lugar na etapa de Pipeline, uma das ondas mais desafiadoras do mundo. Sua presença no Rio reforçou a continuidade de uma trajetória iniciada há mais de três décadas.

Entre mudanças de país, maternidade e carreiras fora das competições, as três brasileiras preservaram a relação com o bodyboard. No reencontro do Rio, os títulos mundiais fizeram parte da história, mas a disputa foi por novos resultados, uma demonstração de como o esporte master abre espaço para que trajetórias consagradas continuem em movimento.