De um lado, um atleta que começou a competir aos cinco anos, acumulou cerca de 20 medalhas de ouro na infância e, após uma fase de derrotas, transformou a frustração em combustível para se tornar um dos nomes em ascensão do Jiu-Jitsu. Do outro, um competidor que retomou os treinos há pouco mais de um ano e rapidamente conquistou seu primeiro grande título. É nesse contraste de trajetórias que Ian Faria Rodrigues e Alexandre Tadeu Sanches Holanda chegam ao Turris Invitational.
Faixa-roxa da Checkmat, Ian começou a treinar aos quatro anos e viveu uma virada importante aos 13. Depois de ser derrotado na primeira luta do Brasileiro da CBJJ em 2022, decidiu levar a carreira a outro nível. No ano seguinte, venceu quatro combates e conquistou o título brasileiro. Desde então, passou a competir internacionalmente, acumulando pódios em Mundiais, Pan-Americanos, Europeus e Sul-Americanos, além do vice-campeonato Mundial No Gi de 2025 e do título do Jiu-Jitsu Con no mesmo ano. Em junho, após o Mundial, recebeu a faixa-roxa.
Agora, treinando na Checkmat Saquarema com o professor Victor Fernandes, Ian intensificou a preparação para o duelo. “Já comecei a preparação pro Turris Invitational. Está sendo bem intensa, fazendo de três a quatro treinos por dia”, conta o atleta, que aposta em seu jogo para definir o confronto antes dos pontos. “Acho que a luta entre nós dois vai ser de altíssimo nível, porém acredito que consigo me sobressair na técnica e conseguirei finalizar ele rapidamente.”
Do retorno aos treinos ao título brasileiro
Alexandre, por sua vez, começou no Jiu-Jitsu ainda criança, influenciado pelo pai e pelo irmão. Após treinar até os 14 anos, ficou dois anos afastado e retornou em fevereiro de 2025, na Alliance São Paulo. A mudança de postura foi imediata: passou a se dedicar intensamente ao esporte e, pouco tempo depois, conquistou o Brasileiro da CBJJE. Hoje, faixa-azul, faz três treinos por dia e chega confiante para o maior desafio de sua jovem trajetória.
O atleta reconhece o currículo do adversário, mas não pretende entrar no tatame condicionado pelo histórico de Ian. “O currículo do Ian mostra que ele é um atleta de alto nível, e eu respeito muito isso. Mas, para mim, isso não muda a forma como entro para lutar. Estou preparado física e mentalmente para fazer uma grande apresentação”, afirma Alexandre.
Mais do que um confronto entre Checkmat e Alliance, o duelo representa duas gerações e momentos diferentes de carreira encontrando-se no mesmo tatame. Para Ian, a primeira edição do Turris Invitational também pode ser um passo importante fora dele, pela exposição proporcionada pelo evento. “Participar da primeira edição vai ser uma etapa muito importante na minha carreira, pois terá as maiores mídias do Jiu-Jitsu presentes no campeonato, podendo me dar muitas oportunidades futuras.”
Alexandre compartilha da mesma visão e destaca o espaço criado para atletas que ainda estão construindo seus nomes. “Eventos como esse são fundamentais para abrir portas e impulsionar a carreira de atletas que estão em ascensão.”
A primeira edição do Turris Invitational vai contar com lutas casadas com e sem quimono e disputas para as categorias Kids, juvenil, adulto e master. O card também contará com um GP No Gi com premiação em dinheiro reunindo atletas das categorias juvenil e adulto. O campeão receberá R$ 3 mil, o vice-campeão ficará com R$ 1,5 mil e o terceiro colocado levará R$ 500.